domingo, 21 de dezembro de 2014

QUEM ME TOCOU?




Disse Pedro a Jesus: a multidão te aperta e te oprime, e ainda perguntas: “quem é que me tocou?” Respondeu Jesus: alguém me tocou (com fé), porque senti que de mim saiu virtude (Mateus 9. 18-22) (Marcos 5. 24-34) (Lucas 8. 40-48)

Esta cena é magnifica na sua beleza em expressar os sentimentos fraternos que devemos praticar com as pessoas que sofrem com as aflições que, de tão causticantes, parecem insolúveis em uma comunidade carente dos cuidados básicos de bem estar.

Jesus, nas suas atitudes, possuía em alto grau as energias benéficas para repartir de graça as bênçãos de Deus aos sofredores. Quando foi convocado por Jairo, chefe da comunidade, para visitar a filha que estava em casa moribunda de uma moléstia incurável, e assim impor as mãos em oração para que ficasse curada de sua enfermidade... Ele, Jesus, aquiesceu ao pedido com boa vontade, não condicionou nenhuma oferta ou doação financeira para o seu ministério, e se dirigiu a pé à residência de Jairo com seus discípulos, seguido de grande multidão que o comprimia por aquelas ruas estreitas.

No caminho aconteceu o lance da cura da mulher que sofria há 12 anos um fluxo sanguíneo hemorrágico, talvez fosse um mioma no ovário ou um sangramento uterino, talvez um tumor genital, o certo é que ela estava sofrendo horrivelmente a sua expiação e quiçá envergonhada de sua situação dolorosa, isso porque a Mulher nessa época de ignorância era muito discriminada pela sociedade extremamente machista, por isso ela estava receosa e não queria incomodar diretamente o Mestre e infiltrou-se no meio da multidão que seguia a Jesus, e apenas pensou consigo mesma: se eu apenas tocar na orla das vestes de Jesus, certamente ficarei curada”. E, imediatamente após esticar os braços e tocar no manto sagrado de Jesus, a mulher sentiu ondas de vibrações percorrerem as suas entranhas como se alguma coisa estivesse cicatrizando na sua intimidade, e em seguida uma suave sensação de força vital inundar o seu ser e se transmutar em terna felicidade.  

Grande fé digna de um ensinamento eficaz. Exaltando os sentimentos da fé os Espíritos elucidam que a fé pode ter a característica humana e não irradiar poder espiritual; mas também ela pode ser de natureza divina, quando a criatura busca conexão saudável com o Criador, e assim é transcendental ultrapassando as barreiras das limitações humanas em força de vontade para o celestial.


Jesus sentiu o poder curador jorrar de si mesmo para alguém que lhe tocava com solicitude as vestes, na intenção de receber a benção salutar da saúde. Claro, que, ele sabia intuitivamente que aquela mulher tímida e ansiosa que estava ali por trás de si, era quem tinha lhe tocado com muita fé a orla de seus vestidos. Mas, Jesus aproveitava os momentos desses encontros comunitários para ensinar à multidão que o seguia, e assim transmitir os benefícios saudáveis da fé construtiva no Poder de Deus; da iniciativa que devemos ter de buscar o melhor; de ter bom ânimo diante das situações mais difíceis; de perseverar sem jamais desanimar de nossa conexão mental com o Criador.

Se Jesus não tivesse feito à multidão nenhuma pergunta sobre: quem lhe tocou? Aquela manifestação sublime ficaria oculta em seu ministério, somente ele sabendo e naturalmente aquela mulher, que já havia gasto boa parte de seus recursos com os médicos da época sem encontrar solução benfazeja para o seu estado doloroso. Mas, Jesus queria repassar os ensinamentos edificantes do seu ministério salvador, assim como um bom Pai auxilia a um filho que está em dificuldade consigo mesmo, e onde também os demais irmãos devem tomar conhecimentos desse caso, para bem se comportar com esse irmão colaborando saudavelmente na sua reabilitação social.

Todos os resultados positivos em nossa existência dependem de nós mesmos: da força benfazeja de nossa fé. A intensidade da confiança em Deus é que determina as bênçãos dos nossos desejos de melhorar para o bem e o belo, o equilíbrio vital, a paz e a fraternidade; enfim para crescermos como criaturas imortais filhas da luz divina, e assim poder ouvir de Jesus as palavras de bom ânimo: "vai em paz contigo mesmo e com as pessoas que te cercam, pois a tua fé no Poder Divino Criador é quem te salva, e também cura o teu mal".

relato bíblico

(Mateus 9. 18-22) (Marcos 5. 24-34) (Lucas 8. 40-48)


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sábado, 13 de dezembro de 2014

JESUS, O SUBLIME MÉDICO DAS ALMAS




Os sãos não necessitam de médicos, e sim os enfermos (Mateus 9. 12)

A existência no planeta Terra labora como um imenso educandário nos mais variados níveis de aprendizagens às almas que renascem na biosfera humana, para desenvolverem em suas consciências o clima de paz, sabedoria e amor que faculta a iluminação ao ser, e assim torná-lo apto ao ingresso nos planos superiores da vida celestial, depois de finalizada a encarnação terrestre.

Nesse vai e vem das almas, do extrafísico ao plano carnal terrestre, encontramos seres nos mais distintos graus intelectuais e morais dentro da programação da vida; por isso é que não somos semelhantes nos gostos, nos desejos, na vocação, nos ideais, e nem na resistência contra os dissabores que a evolução descortina no aprendizado de cada um, segundo as próprias necessidades de crescimento do ser para a vida eterna.

Quando a pessoa tá em dúvida nos caminhos da evolução necessita de esclarecimentos; quando orbita na tristeza necessita de consolação; quando vaga na ignorância necessita de iluminação; quando perambula nos vícios danosos necessita de oração, quando segue pelos descaminhos da civilidade necessita de guia; e quando tá enferma necessita de um médico, a fim de prescrever o receituário dos remédios capaz de reequilibrar saudavelmente as funções orgânicas.
     São várias as cartilhas de sinais que beneficiam os seguimentos que norteiam o raciocínio lógico das pessoas para não cair nos abismos das expiações dolorosas.

Jesus se preocupou em mostrar a coerência em todo seu programa de educação às almas em evolução neste planeta. Quando ele preceitua que os sãos não necessitam de médicos, ele fez questão também de elucidar: Misericórdia quero! E não sacrifícios! (Mateus 9. 13)

É importante sabermos que a misericórdia é irmã da clemência, da piedade, do perdão, e essas virtudes são irradiações da fraternidade; e a fraternidade é irradiação do amor divino; e somente o amor divino tem o potencial de elevar o ser para a sua interação superior com as grandezas que brilham no seio de Deus. 

Se já estamos justificados no amor de Jesus então vamos exercer em alto grau a misericórdia uns com os outros, pois somos filhos do mesmo Pai Criador, e originários da mesma fonte universal da vida.- Nisto todos reconhecerão que sois meus seguidores: "se vos amardes uns aos outros" - João 13. 35

relato bíblico Mateus 9. 1-13


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PERDOADO OS TEUS PECADOS




E Jesus conhecendo os seus pensamentos, redarguiu: Por que pensais maus em vossos corações? Pois qual é mais fácil dizer? Perdoados te são os teus pecados, ou afirmar: Levanta-te e anda?  (Lucas 5. 17-26) (Mateus 9. 1-8)

Essa cura do paralitico por Jesus, diante da multidão que o observava com expectativa foi extraordinária.

Jesus ensinando os mistérios da vida espiritual, cercado pela multidão que encheu naquele momento aquela casa.
     de um lado pessoas ansiosas e sofredoras buscando esclarecimento e consolo para as suas dores; de outro: grupos de religiosos conservadores do Antigo Testamento bíblico questionando a obra missionária de Jesus para acusá-lo de impostor.

De repente um reboliço no meio da multidão, pois alguns homens subiram pelo telhado da casa transportando um paralitico, e destelharam a casa, e desceram o paralitico amarrado na sua maca por essa abertura bem no meio da multidão, no exato local onde estava Jesus no interior daquele recinto.

Todos ficaram surpresos com a astúcia das pessoas que transportavam o paralítico, até Jesus louvou o esforço daqueles homens e falou amigavelmente ao paralitico: “os teus pecados te são perdoados”.

Depois dessas palavras animadoras de Jesus ao paralítico, ouviu-se "sussurros" no meio da platéia, e o Mestre  percebeu os comentários negativos das pessoas zombadoras naquela ocasião, e dirigindo-se a essas pessoas fez o seguinte desafio: o que é mais fácil dizer a este paralitico? Perdoados são os teus pecados? Ou, restabelecer a força vital do mesmo, curando-o de sua enfermidade, imediatamente?

     E concluiu Jesus o seu desafio perante os seus questionadores: “para que saibais que Tenho autoridade instituída por Deus, no planeta Terra, para perdoar pecados”, e pegando na mão do paralitico, lhe ordenou com vigor: levanta-te e anda”. Foi um verdadeiro suspiro de alegria de todos os assistentes que ecoou como um aplauso pela boa ação, quando viram o paralítico levantar-se, tomar a sua maca e andar normalmente.

Jesus curou aquele paralítico pela energia superior transferida do seu amor renovador ao homem deficiente, por isso que as primeiras palavras que ele dirigiu foram de estímulos para abrir os potenciais adormecidos, no eu interior do sofredor: "os teus pecados te são perdoados..."  

Todo bem, toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto descendo do Pai das Luzes (Tiago 1. 17). Deus é suprema inteligência que cria, move, e sustenta todas as energias que estruturam e beneficiam o Universo.

Quando tivermos dúvida da presença de Deus na Natureza, é somente meditarmos na grandeza do Sol que irradia a luz solar que fecunda a vida física em nosso orbe. O sol funciona como uma célula de Deus na galáxia, a luz solar é a fonte energética que passa por várias combinações cósmicas saturando de vida todas as coisas na Terra.
       Assim também é a luz espiritual do Criador, no qual Jesus, para a humanidade terráquea, é a Mente celeste filiada ao Pai Criador, e onde por sua vontade poderosa sobre os fluidos regeneradores da Natureza espiritual atrai sobre si mesmo a energia divina que verte do plano celestial pelos Anjos do Senhor que o auxiliavam de outra dimensão, e que era invisível ao demais seres humanos presentes.
     E concentrando assim a ação fluídica salutar sobre o perispírito enfermo do paralitico restabeleceu imediatamente o seu equilíbrio, que se transmutou para o corpo carnal, que é modelado pelo perispírito, assim se efetua “a cura divina”. Somente os Espíritos de ordem superior celeste, sob a vontade do Pai Celestial, detém o poder nas leis da Natureza para realizar a cura divinal instantânea, nas pessoas sofredoras.

Hoje sabemos com a revelação dos Espíritos superiores, na codificação iniciada por Allan Kardec, que as inibições intelectuais que bloqueiam a manifestação física do ser em um corpo carnal, são consequências de pecados “carmas” contraídos na vida carnal recente, ou numa anterior onde o ser pela lei natural da reencarnação passa pelo esquecimento benéfico e temporal para ajudá-lo a reabilitar-se nas provações regeneradoras.

Somos espíritos imortais vivendo temporariamente experiências físicas no mundo carnal terrestre com objetivo de despertamento e desenvolvimento da consciência espiritual para a vida superior nos planos celestes, que é onde reina a verdadeira felicidade. E numa certa fase em nossas existências materiais pelas ações danosas a nós mesmos e às pessoas que nos cercam, podemos contrair bloqueios temporários nos centros de forças do nosso corpo espiritual, que repassa ao corpo físico essas inibições em formas de desajustes, deficiências, enfermidades... Mas, que no íntimo, as dores também têm uma atividade benéfica, porque funciona como o serviço de regeneração na tessitura da alma reequilibrando uma purificação na consciência, impulsionando assim valores intelectuais de recolhimento e meditação salutar para o ser, que deve aproveitar essas provações como fonte de bênçãos divinas.


relato bíblico

Lucas 5. 17-26

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